sábado, 30 de junho de 2007

Ouvir Corações!

Por um momento
O som perdeu o compasso
Calaram-se as vozes
E eu...calei as palavras
Porque elas
Perderam o som
Tornaram-se
vazias
Inúteis,

Eu queria ouvir
uma outra voz
...
A voz dos corações
Que grita
Num grito mudo
Ensurdecido
Abafado
Entre as paredes de bronze
Que brilham
Mas que ofuscam
Pois esse grito
dilui-se,
e não se ouve
mas grita...
continua a gritar
mesmo que finjas não o ouvir
esse grito
só fará compasso
só encontrará abrigo
Na imensa planície
De outros corações...

elsa sekeira

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Quem me chama?




Manhã de sol, rostos alegres na rua...correr para aqui e para ali, e entretanto pausa para café, devorar as páginas de um livro... de um livro escrito com pedaços de dor, as lágrimas abeiravam-se constantemente a cada palavra que lia, o sol ia-se escondendo de vez em quando, não na rua, mas na planície da minha alma, seria fácil debulhar-me em lágrimas...mas ia-me contendo...havia pessoas por perto...mas foi hora de fechar o livro, apareceu companhia... e foi hora de conversar, de rir, e de partir.

Enquanto ia entrando no carro..ouvia um ...”piu piu! piu!” tão insistente que me fez voltar a sair, e averiguar quem me chamava com tanta insistência...? Olhava e nada via...escutava e o som dispersava-se nos sons do movimento citadino, e ainda assim...não parava de ouvir...”Piu! Piu! Piu!”... continuei procurando...até que finalmente descobri o pequenino pardal no parapeito de uma janela...óh! Tão querido, ia agarrar-lhe pensando que ele voaria, mas não, ele queira mesmo que eu lhe pegasse...e peguei! Voltei a entrar no carro com o pardalito, pensei que estivesse ferido, mas não...que quereria ele, só miminhos concerteza, por isso dei-lhos, fiquei um pouco com ele nas minhas mãos, falei-lhe e voltei a coloca-lo no parapeito!

Parti!
Durante o percurso pensava no pardalito, as nossas vidas cruzaram-se num momento em que ele me chamou insistentemente, e eu fui até ele, e pensei nas muitas pessoas que nos chamam, num “piar” sem som, nos ombros caídos, nas lágrimas escondidas, nos olhos sem brilho, no estilhaçar dos seus pensamentos que não vemos, não ouvimos, não lemos...
Fiquei a pensar...em ti, em ti e em ti...

terça-feira, 26 de junho de 2007

Encontrei...

Abro a janela da vida
E sinto no frémito
Da brisa
O som suave
Da paz
Da harmonia
Da envolvência
quero ir...

Irei
até onde esse sussurro
Me levar.....

E parto
No ar que me envolve
Há um perfume
Uma presença
Uma calma
Que me invade
E eu quero senti-la

Sinto a vida pulsar
No breve tremor
Que anuncia a calma
Que vem a mim
Que quer ficar...

E volto, volto á vida
Encostei a janela...
E pela porta entrou
A paz...
Que se sentou
Frente a frente comigo
deu tudo
e eu...
Deixei-me estar
Bebendo-a
Gota a gota...
Sem pressa
No limiar da minha alma
Onde a paz comigo
se encontrou...

elsa sekeira

segunda-feira, 25 de junho de 2007

O Amor!



O amor não é um lugar
para onde se vai,
Mas tão somente
O prolongamento
Do nosso sentir
Que se desenrola
No outro
Nos outros,
Na vida...

Que a vida seja sempre
Repleta de amor,
Amor por ti,
E por ti
Amor quando sorris
E quando choras,
Amor quando sobes
E quando desces.
Amor...Amor...
Amor!

Que os nossos corações
Estejam sempre dispostos
a amar
Porque só com o amor
se encontrará a paz
a nossa paz
e a paz dos outros!

elsa sekeira
Quero ainda, que sintam este AMOR IMENSO:

“(...) Devemos saber que cada um de nós, precisamente por Ter nascido, foi e continua a ser amado, foi e continua a ser querido. Cada um de nós é um ser especial, de valor, seja qual for o tipo de vida que leva ou levará.
Desde sempre
Desde antes de nascermos
já existíamos no plano de Deus
No seu coração,
Ainda antes de alguém nos falar,
Ele já nos falava,
Ainda antes de alguém nos ouvir chorar,
Ele já nos escutava,
Ainda antes de alguém nos compreender,
Ele já nos compreendia
Ainda antes de alguém nos amar,
Ele já nos amava
Ainda antes de alguém nos aceitar
Ele já nos aceitava

Gratuitamente

Mesmo que os teus pais de sangue não te tenham desejado, mesmo que os outros não te prestem atenção, fica ciente de que és continuamente desejado pelo teu verdadeiro pai, que é Deus; fica ciente de que Ele te presta sempre atenção e de forma tão intensa e com tanto zelo, que até sabe quantos cabelos tens na cabeça. E não te confunde com mais ninguém. Fez-te único e irrepetível. (...)
Também tu foste escolhido de antemão!
Também tu és amado e seguido desde sempre por Ele.
De agora em diante nunca mais devemos esquecê-lo.
De todas as vezes que nos esquecermos, rejeitar-nos-emos a nós mesmos, cairemos em neuroses, perderemos toda a autoconfiança e auto-estima; sentiremos sobretudo, medo e angústia. (...)”
In - A Viagem da Vida - Valério Albisetti

***
Este cantinho foi distinguido como BLOG do AMOR, pelos meus amigos:


***
E eu vou nomear....

domingo, 24 de junho de 2007

Deixa-me ser pequenina

Tirei os saltos,
soltei o cabelo
e parti...
Quero ir para os campos,
correr, saltar
sujar os pés
arranhar os joelhos
colher flores
serpentear o mundo,
não quero estar aprisionada em mim
deixa-me ir
deixa-me ser sempre criança
só assim poderei
continuar a sorrir
num sorriso que se funde entre
o meu ser e o ser do mundo
e assim...
quando olhar ao meu redor
não vou ver o mundo
mas tão somente
a imagem que dele guardo,
e só assim poderei continuar
num caminho que não entendo
em que todos caminham
no sentido contrario
Deixa-me continuar pequenina
só assim poderei sentir
o perfume, a cor e a grandeza do mundo!

elsa sequeira

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Amor de mãe, de pai, de Deus...

Nas tuas palavras senti
o carinho
A ternura, o amor
que ias deixando ao solta-las
uma por uma
Sem pressa…
Como se naquele intervalo
entre uma e outra
Houvesse um compasso
Por onde o amor ia escorrendo…

E aquela criança
ficava bebendo as tuas palavras
O amor que ponhas em cada uma
Era imenso,
Como seria maravilhoso
se tivesses um filho
Mas, quis a vida que assim fosse

E vejo, sinto que vais
adoptando todos os filhos,
até eu me senti tua filha,
ficava ouvindo as palavras
uma por uma,
queria eu também aquele
amor imenso para mim,
queria eu que alguém
um dia,
num tempo que já passou
me tivesse falado assim…

E fiz-me pequenina
para te ouvir,
para guardar as tuas palavras
de mãe... de pai…de Deus!

elsa sequeira

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Pode ser hoje...

O Dia amanhecia na quietude, lentamente e uma música aparecia para eu ouvir...
foi muito cedo, não a conhecia apesar de ser antiga...depois porque quem me falava dela estava muito longe...e também porque acho que essa pessoa vive todos os dias o que a música sugeria... entretanto fiquei a pensar na música que ouvi á pressa...

Natal é quando um homem quiser”
de Paulo de Carvalho...
Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitros de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
João Varela
a expressão utilizo-a muita vez, não sabia que havia assim uma música...e fiquei a pensar se hoje fosse Natal...
Natal no verão, agora é que poderia ser Natal, porque em Dezembro anda sempre tudo distraído com as luzes, com as prendas, com as consoadas, com as vestes...e esquecem-se do Natal...
por isso hoje decidi que ia ser Natal...nem que fosse só o meu Natal, mas...fui partilhando-o com quem ia aparecendo...cheguei mesmo a desejar - Feliz Natal - do outro lado o meu interlocutor ria...e ia dizendo...”...já?? Realmente no primeiro dia de Verão é um contracenso... mas ao mesmo tempo...olha como está o tempo...está frio...e depois, olha,... Natal é quando um homem quiser...tens razão - Feliz Natal!”

De seguida comecei a analisar o meu “berço “ interior... estava sereno, cheio de silêncio, de amor...sim! Podia ser Natal, e como era bom se vivessemos o Natal assim silenciosamente sem barulhos, esperando o Deus Menino apenas... pois, isso é o Natal, e não as milhentas coisas que invetaram a seguir...

No meio do silêncio tive ainda tempo para analisar, aquilo que faço pelos outros, a mão que estendo ou não...gosto de estender a mão e também o coração, se bem que ache que sempre se pode fazer mais...mas não o faço só porque é Natal...não olho para quem precisa seja do que fôr só porque é Natal, não! Tento fazer isso todos os dias, em pequeninos nadas...imagino que ás vezes as pessoas nem notem...mas, não importa...pelo menos vejo-as sorrir..

“Natal é quando um homem quiser...”

terça-feira, 19 de junho de 2007

Shukran Sabitayi !!

(Foto by J.Vieira)

Ia lendo as últimas palavras, as últimas emoções...as tuas, que pouco a pouco iam sendo minhas, ia guardando-as em mim...a aventura estava a chegar ao fim...a tua...a cada palavra uma lágrima se soltava, primeiro lentamente, depois á medida que avançava nas palavras, sentia em mim a emoção subir de tom...e as lágrimas desprendiam-se em catadupa...assim ia chegando ao fim do teu livro... e este espaço inundou-se não de lágrimas, mas de um perfume, que escorria pelas paredes, e chegava a mim...o perfume das almas inundadas de Cristo...a aventura tinha sido tua, mas eu tinha-a vivido também, ali naquelas páginas aprendi tanto, mas tanto, que compêndios e mais compêndios nunca me poderiam ensinar, naquelas páginas que tanta vez me fizeram rir, hoje chorava, e não conseguia parar...embora fossem lágrimas diferentes...tinham em si a alegria...por Ter a benção em minha vida de Ter um Amigo como tu, de Deus Ter um dia cruzado os nossos caminhos, de Ter aprendido como dizias sempre...”...a vida aqui também tem beleza...”, sim! Agora já aprendi, a vida está repleta de beleza, tudo depende do coração que a vive, do coração que se dá!

E que feliz tu és Amigo, sente-se isso em cada palavra tua...

"... A missão ajudou-me a aprofundar o mistério de Deus, porque me possibilitou uma nova síntese da fé e uma visão renovada da vida, um processo de crescimento pessoal, uma aventura indizível, um mergyulho no mistério da vida, no meu próprio mistério. Vivendo com aquilo que é essencial, a vida ganha um outro sabor e uma nova dimensão. Deus criou-nos não para vivermos como caracóis, carregados de coisas, mas para caminharmos com Ele, aligeirados, os passos da vida. Custa-me deixar esta gente, esta forma de vida, este paraíso. (...) Mas é a minha vida, tenho de partir, sou um andarilho do Evangelho, um cigano por Jesus. ..."

(José da Silva Vieira)



Obrigado ó Deus! Por me dares a conhecer pessoas assim...

Shukran Sabitayi! Pela tua Amizade!! Por esse coração lindo, lindo, lindo!

Que todos os dias que vivas sejam sempre:



Dias Felizes!

Vale a pena ler... - Dias Felizes - de José da Silva Vieira

Que podem visitar em - http://jirenna.blogspot.com

segunda-feira, 18 de junho de 2007

O silêncio em mim ...


Fiquei a ouvir o silêncio
de uma gota de água
que desliza
na manhã de orvalho
de um dia por inventar
quando as partículas do tempo
pararam por um momento
e os homens calaram
a sua voz
para escutar o silêncio,
a sua voz interior
que eles nunca querem ouvir
por isso se agitam
falam e gritam sem cessar
Mas, hoje o mundo silenciou
para escutar o som de uma gota
que desce e desaparece
no meio do silêncio
que escutei
e parei em mim...
porque hoje,
eu quis o silêncio
em mim!

sábado, 16 de junho de 2007

Corações...de pedra?


Ele jovem, vinte e poucos anos, sorriso de orelha a orelha, eu estava a tomar um café com uns amigos, ele vem e coloca as suas mãos sobre os meus olhos, para eu adivinhar quem era...há tanto tempo que não me faziam isso... e eu ia dizendo...”humm que mãos tão suaves, e que perfume...” ia deitando nomes ao ar...mas não adivinhei...quando me virei, tive uma surpresa daquelas! Há tanto tempo que não nos víamos, beijitos e abraços de saudades, convidei-o a sentar-se, apresentei-o aos meus amigos, duas amigas e um amigo, gente simples como eu, não se conheciam mas de repente as conversas tornaram-se tão envolventes que pareciam que todos se conheciam há imenso tempo, até que alguém lhe perguntou... - E namorada? - ele fez uma cara tão esquisita, que eu assustei-me... depois, riu, com aquele riso que põe todos a rir...e disse - Namorada? Nunca namorei, hoje em dia não se namora, vocês não estão bons... fez-se silêncio, olhamos uns para os outros, e depois todos para ele, não era preciso palavras...ele já sabia o que queríamos...uma explicação... e então começou a dizer que namorar já não se usava, as pessoas andavam, por um dia, por uma noite, por um encontro, e no dia seguinte viria nova amiga, nova experiência, mas tudo sempre sem qualquer compromisso, frisou...não que nós não soubéssemos disso, mas aquela mesa ficou gelada, porque o João até era muito querido, mas depois de um relato daqueles na primeira pessoa, eu sei que ficaram a olhar para ele de diferente modo, não pelo que ele relatava...mas muito mais pela falta de sentimento que colocava em cada palavra...ninguém conseguia falar, nem o próprio João... o silêncio começou a perturbar, até que eu arrisquei... - Tem cuidado ...não magoes ninguém, e respeita as pessoas... - é isso que faço, não penses que se estivesse aqui uma amiga minha no meu lugar ela falava diferente de mim, não! Diria exactamente o que eu disse...é assim que se vive hoje em dia...

A harmonia tinha sido quebrada, as verdades do jovem tinham sido ditas, todos os presentes poderíamos Ter dito tanta coisa ao João, mesmo que ele continuasse a dizer que o mundo agora é diferente, mas estava tudo sem vontade, e de repente tínhamos imensa coisa para fazer, despedimo-nos...eu segredei ao João - Depois falamos... -

Mas este episódio, que não é novidade nenhuma, deixou-me a pensar em tanta coisa...e se fosse uma amiga, em vez de um amigo a fazer este relato? Faz diferença ou não? E o amor? Por onde anda ele? Os corações agora são feitos de outro “material”? As famílias daqui a quarenta anos não vão existir? Serão assim como os animais em vias de extinção?
Fico a pensar nestas perguntas...

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Uma visita...

Pegaste nas minhas mãos, querias tê-las entre as tuas, já não nos víamos há algum tempo...o tempo quase sempre nos trai...passa sempre depressa demais, e a distância ás vezes atrapalha, mas todos estes dias me lembrei de ti, sabia que estavas bem, desculpa não Ter ido antes, peço-te desculpa...

Como apareci de surpresa, pude ver no fundo dos teus olhos a alegria de criança, o teu coração deu um salto, e sorriste, sorriste muito, esqueceste por um segundo as mágoas que marcam o teu coração, e mostras-te a tua alegria, vi isso no teu rosto, no teu olhar, nas tuas mãos, até as tuas vestes negras, se fizeram brancas naquele momento...

Tantas conversas que querias partilhar, querias mostrar-me que estavas bem, e contavas-me as tuas aventuras nos campos, mas com tantas saudades dos outros campos… estava-se tão bem ali naquele alpendre, o vento deslizava suavemente por entre as nossas conversas, comemos cerejas, rimos...de vez em quando vinham-te á memória as tuas tristezas, mas logo te fazia saltar delas, para mais outras histórias…falavas das tuas amigas…uma amiga nova que via o mundo através dos teus olhos, porque o mundo dela tinha-se feito numa sombra escura, não mais podia ver a luz do sol…mas tu falavas-lhe desse sol, desses campos…

Querida avozinha, foi tão bom estar contigo, naquele dia...desta vez, vou ser eu a tomar conta do tempo, e estarei contigo certamente para festejarmos as tuas 91 Primaveras!!!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Puzzle...



Tantas peças, de tantos tamanhos, em cada pequenina peça uma imagem, uma palavra, um nome, um lugar, uma paisagem... um rosto... coloquei todas as peças sobre a mesa...vesti-me de paciência e ausentei-me do tempo...estaria ali para reconstruir o puzzle...levaria o tempo que levasse, desta vez o tempo estava fora da jogada... aquele jogo era só meu...

De vez em quando um sorriso, outras vezes ...uma lágrima, e pouco a pouco fui construindo o puzzle, á medida que ele se ia formando sentia uma alegria enorme invadir-me, eu estava a conseguir, ali estava escrita, relatada ao pormenor uma história de amizade...uma história com mais de oito meses...e com um nome:

Eu estou aki...

Feita de muitos nomes, de muitas experiências, de muitas vivências... de muito carinho, de muita, muita amizade... sabeis que sois portagonistas desta história...e eu sorrio para vós! e agrdeço a Deus a vossa presença na minha vida!!

È bom parar, de vez em quando, para nos arrumarmos por dentro... é bom pegarmos na balança e verificar o que pesa mais, e foi isso que fiz...o tempo continuará a ser sempre pouco, mas a boa vontade tem que ser superior...
E...eu estou aki...ontem, hoje e amanhã... para continuarmos a viver esta história!

terça-feira, 12 de junho de 2007

Interrogo-me....

Amigos...

tenho andado a interrogar-me...

já pensei algumas vezes em encerrar o meu cantinho, porque o tempo é sempre pouco, as visitas aos vossos cantinhos também são sempre escassas... mas não o fiz ainda por várias razões:



- Porque através dele têm-me chegado pessoas maravilhosas, que cruzaram a minha vida e que de outra forma nunca as teria encontrado!



2 º - Porque me questiono com a quantidade de pessoas que por aqui passa diariamente e que eu nem sei quem são, porque não deixam a sua marca, mas são muitas...e interrogo-me, se de algum modo...este cantinho não é também de todas essas pessoas?



- Como encerrar um blog de seu nome "Eu estou aki"? Parece que eu ia deixar de estar aki...complicado...


Fico a meditar nestas coisas...e noutras que vocês queiram registar...

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Apaziguando...



A manhã erguia-se lentamente, sem pressa, emergindo da noite, a fogueira continuava a arder...lá fora restavam as cinzas, mas cá dentro o fogo tinha-se ateado...as andorinhas acordavam também para a vida, o seu chilrear constante anunciava o sol, os seus voos repentinos ao meu redor, faziam-me Ter ânsias de voar também, e parti nas asas de uma...a princípio tinha medo porque ela subia muito alto, e eu ia vendo o mundo pequenino...depois repentinamente descia e eu sentia cócegas no estômago, pedia-lhe para não fazer isso porque assim eu ficava tonta, ela ria...e eu ria também!!





Mas a andorinha tinha muito para fazer...e eu...tinha avistado lá do cimo uma paisagem linda...pedi para ela me deixar lá...despedimo-nos...e pé ante pé...fui-me aproximando das quedas de água, que lindo este lugar...tinha sede, bebi...uma água tão cristalina e fresca que me fez recuperar dos voos, o meu coração batia tão forte que abafava o som das cascatas...parecia-me Ter o mundo a pulsar dentro de mim...e fiquei muito tempo a ouvir o meu coração, naquela paisagem que me ia apaziguando a alma, e pouco a apouco sossegando o meu coração, permanecia de olhos fechados, enquanto deixava que a natureza se encarregasse do resto...estava ali porque queria estar, estava ali porque me sentia bem, sabia onde estava, mas ainda assim ia fechando os meus olhos...porque queria aquele momento só meu...e sentia-me bem...até que o meu coração sossegou e comecei a ouvir o som das cascatas, mas não o ouvia com dureza...sentia música despontar por entre as quedas, uma música tão suave que me ia sossegando, sossegando...ali permaneci muito tempo, entendo que através do nosso coração podemos ver o mundo colorido, embora ele muitas vezes esteja negro carregado...e descobrir lugares que nos apaziguam, que nos transportam para além de nós...pouco a pouco abri os olhos...a paisagem era ainda mais linda, parece que a tinham pintado para mim, a harmonia era imensa, o verde dos prados formava um tapete enorme, onde eu rodopiava! Ao longe via os castelos nas nuvens com príncipes e princesas, que interrompiam os seus amores e desamores para ver aquele momento!


A andorinha voltou trazia consigo uma rosa, que deixou nas minhas mãos...era hora de voltar para a vida!



Deixa-me estar...

Hoje...tenho frio,
a minha alma gelou
e o meu coração arrefeceu,
por isso,
deixa-me estar,
quero aquecer-me nesta fogueira,
quero que ela me devolva a vida
que não sinto nas veias
hoje,
só hoje
deixa-me estar
deixa que o mundo gire
eu vou ficar aqui
vendo este fogo
que crepita
que é luz
na escuridão...

sábado, 9 de junho de 2007

Escolher...

Acho que todos temos uma missão na vida, e todas elas são importantes, inserem-se num todo...certamente pensaremos então e os bandidos, aqueles que parece que apenas praticam o mal? Pois...esses também tinham uma missão, mas há sempre um momento nas nossa vidas em que temos o “poder” da escolha, cabe-me a mim, a ti e a ti - ESCOLHER - !








- e escolher é difícil, não é fácil...escolhemos entre o dia e a noite, como se estivessem lado a lado, como se fosse um quadro pintado, que nós ficamos contemplando e depois de muito, sim muito apreciar, escolhemos...e é nesse momento que tudo muda...o ser humano é basicamente bom e mau...é cordeiro e é lobo, noite e dia, mar e deserto...cabe-nos a nós escolher, não! Não me falem em - aconteceu... - nada acontece - pelo menos em nós, que somos seres pensantes e pensadores!

Depois há os que escolhendo a noite, vivendo o mal...chegam a um momento que dizem - escolhi mal! - E querem voltar ao ponto de partida, e nós como os acolhemos? Será que sabemos dar-lhe uma Segunda oportunidade? Ou simplesmente os etiquetamos e desprezamos?


Pois, digo-vos por experiência própria, que já conheci alguns corações, que escolheram mal que voltaram para trás, rectificaram e que hoje vivem apenas o lado bom, o lado do dia, que deixaram de ser lobo para ser cordeiro, mas para isso é preciso deixarmos de olhar as pessoas como bandidos, como criminosos, elas sentem muito bem esses olhares que descriminam, como se tivessem na testa uma etiqueta - eu sou mau - eu não presto - Vivemos num mundo em que ninguém pode errar, no entanto todos erramos, há sempre um momento que falhamos, seja lá a que nível for, e o pior é que sempre vamos magoando quem está por perto, ás vezes sem qualquer intenção...




Num coração que escolheu mal, também existe o bem, também existe o amor, ás vezes só precisa que lhe mostremos a rota!

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Moldando...

Todos temos algo para moldar...

O carpinteiro trabalha a madeira...



O padeiro a farinha ...


O músico as notas...

Enfim... vamos dando formas ás coisas,
do nada vamos construindo o mundo,
de preferencia que ele seja harmonioso com as nossas construções...



Eu também gosto de moldar algo...nada de especial, apenas as palavras...gosto de pegar na pena (digo teclado) e desenhar as palavras, dar-lhe formas diversas, procurando no fundo delas, o que umas vezes me falta e outras me sobra, não tenho a mestria dos grandes mestres, mas tão somente a simplicidade de um sentimento, que tento desenhar, que tento descrever, com ele vou colorindo o meu mundo, aquele pequeno mundo, dentro do mundo, pois... o meu mundo “aparte” , é povoado por mim, mas também por muitas pessoas...é feito silêncio, é lugar de encontro de mim, e das palavras que muitas vezes são uma Oração, que mais ninguém entende, são o eco de um momento...o momento em que em harmonia comigo e com o mundo me desagrego do mundo, e parto...solto a alma, deixo-a viajar ao encontro do coração...

terça-feira, 5 de junho de 2007

Um mundo dentro do mundo....



O sol convidava, a natureza erguia-se ante mim, e eu aventureira parti, embalada pela canção do vento, sentindo na minha pele o odor da natureza que acalma, que apazigua...o rio saltitava de pedrinha em pedrinha, sem pressa, como se tivesse todo o tempo do mundo, quando o mundo já não tinha tempo...detive-me junto ao rio, tirei os sapatos e permaneci descalça mergulhando de vez em quando os pés na água...e contemplava a paisagem, calma, silenciosa, sem vestígios de vida e envolta na vida, de vez em quando um pássaro vinha beber ao rio e logo partia para nova viagem...e eu ficava a ouvir o seu chilrear nas árvores frondosas que se estendiam á minha volta, e sentia-me bem, ali não havia pessoas, nem trânsito, nem barulho... era só o rio, o vento, os pássaros, as árvores e eu...




Caminhei por entre as árvores, quase não havia caminho...as pessoas não costumavam andar por aquelas paragens, caminhei durante um bom tempo, até que cansada me sentei junto a uma das árvores...acho que passei pelo sono, quando acordei...vi ao longe, uma espécie de cabana...devia, por precaução, retroceder, voltar á aldeia...mas não, continuei o caminho, queria ver a cabana de perto...e fui...

Ao chegar fiquei surpresa...encontrei um homem que plantava a terra, que tinha flores, árvores de fruto...e a cabana de madeira, tinha cortinas azuis nas janelas...fechei os olhos, eu não devia estar a ver bem...voltei a abri-los...a imagem continuava, e eu pensava de mim para mim... - apanhei sol a mais... - retrocedi...mas o homem dos seus 70 anos, reparou em mim...disse algo que eu não entendi...apressei o passo, começava a sentir-me insegura...e ele vinha atrás, em passo mais lento... eu transpirava frio...tremia...ai! que ideia de me andar sempre a meter em sarilhos...e eu a pensar que por ali não havia ninguém...mas, parei...parei quando o homem disse - Não receeis ..eu sou de Deus! - fiquei imóvel, até o homem se aproximar, os meus olhos espelhavam certamente pânico, ainda me sentia a tremer, respirava a custo, mesmo que quisesse falar não conseguiria fazê-lo...ia engolindo em seco...precisava de água...tinha tanta sede...talvez fosse desmaiar...a minha cabeça girava a uma velocidade estonteante...finalmente o homem chegou e disse: “ pela primeira vez em tantos anos tenho uma visita...e ias embora sem trocar uma palavra comigo?”... eu tinha perdido as palavras...encolhi os ombros, e continuava a engolir em seco...ele percebeu a minha aflição, pegou na minha mão que estava gelada apesar do calor e levou-me para o jardim...o cheiro intenso das flores, ia despertando a minha mente, deu-me água que eu bebi, bebi, comecei então a acalmar...ele sorria, um sorriso cheio de serenidade, lembrou-me o meu avó, aquele sorriso que se ganha com os anos, aquele sorriso cheio de bondade...foi só nesse momento que aterrei em mim...aquele homem, era um bom homem, incapaz de matar uma formiga...e eu a pensar que fosse um bandido, ou um louco...senti vergonha dos meus pensamentos, do meu medo...e comecei a voltar a mim...esbocei um leve sorriso, enquanto ia repondo o meu equilíbrio interior...e ele perguntou que fazes por aqui...?, aguardou ... e eu...finalmente ia falar... - não sei, vim embalada pelo vento, pelo rio, pelas árvores...não sabia que aqui vivia alguém... peço desculpa por incomodar... - entendo... seguiste as pistas e quando encontraste “o tesouro” achaste que não era e quiseste fugir...mas repara nas pistas que te trouxeram, os elementos da natureza, como disseste, foram eles que te trouxeram...e que procuravas neles? A paz, o silêncio...Deus! Foi isso...eu concordei... - sim! Foi isso! Mas não entendo...porque está aqui, parece que tem aqui um mundo...dentro do mundo...não sei...as flores, a terra plantada...as árvores...a fonte...a cabana...o cheiro a pão fresco...e aqui não é o mundo - Ele soltou uma gargalhada! Enquanto me ia dizendo...aqui é o mundo sim! Aqui eu tenho tudo para poder viver e para que os outros vivam...eu tenho a paz, o silêncio, a natureza...e Deus! Eu vivo em Oração...há muito, muito tempo!



Ouvi o esvoaçar de um pássaro...e eu abri os olhos... lá estava eu encostada á árvore, tinha adormecido...tinha sonhado... procurei a cabana no horizonte, mas não a conseguia ver, por mais que a procurasse...era hora de voltar para a aldeia, olhei ainda várias vezes para trás, mas o silêncio era profundo...levava comigo uma tranquilidade enorme e guardava no coração o sorriso bondoso, daquele bom homem...mesmo que ele não existisse...

- Um mundo dentro do mundo... -

São os "nossos mundos..."

E como serão eles, estão lavrados ou cultivados,

serão de dia ou de noite...povoados por nós

ou por outros?

segunda-feira, 4 de junho de 2007

E voa..

Como sinto a liberdade
naquele pássaro
Que voa, voa, voa
Queria eu também Ter asas
Para poder voar assim...


Como não tenho
Fico aqui em baixo,
Fitando o seu voo
Que ora se insinua
Por entre os desfiladeiros,
ora desaparece no firmamento

De vez em quando pousa
Perto de mim
Aquele pássaro tão livre
É certamente uma ave de Deus

A cor branca das suas asas
Lembra-me sempre a paz
Mas também o amor
e a liberdade
De quem ama...

Fico aqui
esperando o momento
Que ele desce
E fica perto de mim,
fico ouvindo o seu canto,
A melodia que me acalma
Parece conversar comigo,
Mas logo é hora de partir,
Para mais um voo
E voa, voa nas asa do vento
sobe até ao infinito...


E eu fico vendo-o desaparecer
pedindo
No fundo de mim
Que ele volte sempre
que nunca perca a rota
Que o traz de volta!

domingo, 3 de junho de 2007

Hoje foi dia de Festa!




O meu querido filho professou a sua Fé... foi a sua Festa da Profissão de Fé, a renovação das Promessas Baptismais, já que o seu Baptismo foi pedido por nós - pais - agora foi a vez de ele reafirma-lo, - Sim Quero... sim Creio... - foi linda, independentemente de todos os sinais exteriores de festa, que fazem parte, talvez mais de um protocolo, digamos assim, e que mesmo que não existissem a Profissão de Fé continuaria a ser linda...pedi-lhe para ele não se distrair do essencial, que é Cristo, é por Ele e através D’ele que se faz festa e não por outra razão qualquer...

Tudo é lindo quando acontece dentro de nós...ali naquela “caixinha” tão pequenina que ninguém consegue ver...só sentir...ali onde está o motor da vida...de toda a vida...no Coração...onde reside o amor e ao lado dele sentada a Fé...

Porque a Fé é como o amor, não são um lugar, fazem parte de um sentir, ali foram plantados e ali devem permanecer, crescer e dar frutos, mas para que isso aconteça temos que cuidar dessa semente que um dia foi lançada no coração, continuar a rega-la, a vigia-la...e a protegê-la quando chegam as intempéries! Para esse trabalho “agrícola” sabemos que podemos sempre, mas sempre contar com as Mãos do Mestre, e é com essa certeza que a pequenina semente vai crescendo, crescendo...




Que a Luz, que é Cristo te ilumine sempre...Ontem, Hoje e Amanhã!
Mais novidades em http://tj98.blogspot.com - Um Dia de cada vez -

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Dia da Criança!

Há sempre um momento na vida
Em que a decisão da escolha
Se abre ante nós...
Como dois caminhos
Numa encruzilhada...


E eu lembro-me desse momento
Em que o meu coração
Me disse:
Agora já podes ser adulta!!


Eu sorri
De mim para mim
E disse:
Oh! Não quero não!
Tu querido coração,
Vais continuar a ser criança!!
E foi a vez de ele sorrir,
Saltou de alegria,
E disse:
Serei então sempre criança!

E foi assim que ainda hoje
Deixo o meu coração
Livre, para ser criança!




E hoje dia da criança
- eu estou aki -
junto-me ás outras crianças
para festejar este dia...


Que escolhi também há
16 anos atrás para dar um laço
o laço do matrimónio!