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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Onde isto vai chegar?


Cheguei como todos os dias depois do trabalho ao nosso "ponto de encontro". Mas, hoje os rostos estavam apreensivos, havia um certo clima que não entendi muito bem...

- Anda, já te conto... dizia-me a Joana (nome ficticio...)
Eu acedi, procuramos um lugar sossegado e ela a medo começou a contar a história...
- Sabes, lá na empresa estão a despedir pessoal...
- Ò não...vais ser despedida?
- Não...se aceitar as condições que me propõem...
- Condições?
- Sim, propuseram-me ir trabalhar para a empresa X, com o horário de trabalho das 9h às 13h e das 17h às 21H...
- E qual é a alternativa?
- Ir para a rua...
Nesta altura a aflição tomava conta dela, os seus olhos enchiam-se de lágrimas, e eu ia precorrendo a vida da Joana, e ela continuou...
- Não tenho alternativa, mas como hei-de fazer, se eu nem tenho carta de condução, e a minha filha... nem sequer vou poder estar com ela durante a semana...

Como é possivel, que cheguemos a estes pontos? Como é possivel que façam das pessoas mera mercadoria. Ignorando que as pessoas para além do trabalho têm uma vida familiar que precisa igualmente de atenção. Não sei para onde estamos a caminhar, mas o caminho não é nada bom...

3 comentários:

Ana disse...

Já nada me admira minha amiga, estamos num País aonde os senhores empresários, fazem tudo o que lhes apetece.
Quem precisa de dinheiro ao fim do mês para comer e para as suas outras despesas tem que aceitar, que remédio! O dinheiro não cai do Céu.
Tenho esperança de dias melhores.
Um grande beijinho,
Ana Paula

Rita de Cássia disse...

Aqui no Brasil é assustadoramente cruel o que a acumulação flexível vem fazendo às famílias que viviam de um mero subemprego...

Vejo que com vcs não é diferente...

Rita de Cássia disse...

Aqui no Brasil é assustadoramente cruel o que a acumulação flexível vem fazendo às famílias que viviam de um mero subemprego...

Vejo que com vcs não é diferente...