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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Forças do Sudão atacam campo de refugiados em Darfur

" Forças do governo sudanês atacaram um dos maiores campos de refugiados de Darfur na madrugada de hoje, matando dezenas de civis, segundo rebeldes e uma testemunha. As Nações Unidas informaram ter recebido relatos de que veículos da polícia sudanesa cercaram o campo Kalma, no sul de Darfur, e que os ataques subseqüentes teriam causado "ferimentos e mortes de civis". A Organização das Nações Unidas (ONU) não forneceu o número de mortos.

Em seu relato do ataque, a rádio Miraya, operada pela ONU, informou, citando um porta-voz do campo, que 48 pessoas morreram. Horas depois, centenas de refugiados realizaram protestos contra o governo sudanês. Pelo menos 65 feridos - mais da metade deles mulheres e crianças - foram atendidos em uma clínica próxima administrada pelos Médicos Sem Fronteira, informou o grupo em um comunicado. A ONU afirmou estar "bastante preocupada" com a situação no campo de refugiados.
Um morador do campo, Mandela Abdullah Mohammed, disse por telefone ter contado 32 corpos, incluindo várias mulheres e crianças. Segundo ele, mais de 50 veículos "cheios de homens armados trajando uniformes da polícia e das forças de segurança nos atacaram com granadas propelidas por foguete e metralhadoras". Funcionários do governo não responderam aos pedidos para que comentassem as denúncias.
A operação ocorre no momento em que o presidente sudanês, Omar al-Bashir, enfrenta acusações de genocídio por supostamente apoiar ataques contra africanos étnicos na instável região oeste do país. Cerca de 300 mil pessoas morreram e outras 2,5 milhões tiveram que deixar suas casas desde o início da rebelião em Darfur, em 2003. A Corte Penal Internacional deve decidir nos próximos meses se emite um mandado de prisão contra Bashir.
Cerca de 90 mil pessoas vivem em Kalma, campo situado a 25 quilômetros da capital sul de Darfur, Nyala. Segundo Yahia Bolad, porta-voz do Movimento de Libertação do Sudão, os soldados sudaneses invadiram o campo e imediatamente começaram a disparar em civis. Bolad afirmou que cerca de 50 moradores morreram e outros 100 ficaram feridos. A informação não pôde ser verificada por fontes independentes. "
Fonte - AKI

1 comentário:

Ana Pallito disse...

Que triste querida.
Lamento.