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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Quero voltar a acreditar...

Fui educada com princípios morais comuns:
Quando eu era pequena, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos, eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afecto. Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades… Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade…

Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror… Hoje deu-me uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que os meus netos um dia enfrentarão. Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos.

Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados, grades nas nossas janelas e portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços, filhas que querem uma cirurgia como presente por passar de ano. Telemóveis nas mochilas das crianças. O que vais querer em troca de um abraço?

A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. Mais vale uma maquilhagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser… Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?

Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores! Quero sentar-me na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Quero a rectidão de carácter, a cara limpa e o olhar olhos-nos-olhos. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero calar a boca de quem diz: “temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa.

Abaixo o “TER”, viva o “SER”. E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como um céu de primavera, leve como a brisa da manhã! E definitivamente bela, como cada amanhecer.
Quero ter de volta o meu mundo simples e comum. Onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases. Vamos voltar a ser “gente”. Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas.
Utopia? Quem sabe?… Precisamos tentar… Quem sabe comecemos a caminhar transmitindo essa mensagem… Os nossos filhos merecem e os nossos netos certamente nos agradecerão!
Da net

2 comentários:

Rosangela Neri disse...

Concordo plenamente contigo.
Limites e uma boa educação baseada no amor sempre nos trarão felicidade duradoura no futuro.

Passei pra bisbilhotar... adorei seu blog. Voltarei.

Bj apimentado.

A Minha Vida... disse...

Ola Elsa À muito que não posto no meu blogue por isso não deves recordar-te de mim, mas vim dizer que voltei a escrever e é com muito prazer que vou seguir este cantinho.
Um beijo
Bom fim de semana!