Segue-me por Email

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Partir de nós!


Jovens e Missão - Dezembro de 2008
Partir de nós Por: LEONEL CLARO



Entendo a missão como partida... O que nos levou a partir? O amor por Jesus!



No dia 25 de Outubro passado, 425 jovens concentraram-se na Maia para celebrar os 50 anos da presença dos Missionários Combonianos nesta cidade da diocese do Porto. A iniciativa, denominada de MISSÃO JOVEM, tinha como lema «Um dia em Missão com Daniel Comboni».
Foi um dia dos jovens e para os jovens, com muita cor, alegria, entusiasmo e movimento. Muita música, comunicação, divertimento, partilha e comunhão. Um bom resumo das actividades, mas sobretudo das experiências vividas, é testemunhado pela Elsa Sequeira, uma brava «jovem» do Retaxo, Castelo Branco.

Missão é partir

«Não há dúvida de que eu entendo a Missão como partida... no nosso caso particular... partimos quando deixamos as nossas casas e no caso dos jovens as suas famílias (eu levei a minha família comigo, o meu filho, que faz parte do grupo, e o meu marido)... O que nos levou a partir? De facto, o amor por Jesus. E partimos ao encontro de outras pessoas... que nos acolheram com todo esse amor de Jesus!
No dia seguinte ia acontecer nova partida... recebemos os nossos “passaportes para a missão”, éramos sete, todos os elementos estavam agrupados dois a dois... excepto eu... a minha destinação era para a Etiópia... o meu filho tinha a mesma destinação do meu marido, o que o fez “protestar” um pouco... Queria ficar com um dos colegas e não propriamente com o pai... então eu expliquei-lhe que assim acontecia com os Missionários... às vezes talvez quisessem ir para outro sítio... mas o que contava era o que Deus designava e ele entendeu isso na perfeição. Expliquei-lhe ainda que eu era a única que estava sozinha, mas que não me importava, pois iria conhecer pessoas novas e ficava feliz por isso!

Partir com alegria

Foi então a altura de partirmos em grupos, ao encontro de pessoas novas, de coração aberto, levando connosco todo o entusiasmo e alegria de Cristo! Talvez não tenhamos falado muito com as pessoas da Maia, mas falamos imenso com as pessoas que acabamos de conhecer, unimos esforços para ultrapassar dificuldades, alegramo-nos com as vitórias e caminhamos como uma família naquele grupo que não era o nosso, mas que a partir do momento que partimos para a “missão” passou a ser o nosso grupo! E a “missão” era à descoberta da Maia com Comboni, pois ao longo do percurso tínhamos de responder a muitas perguntas que nos eram feitas na hora! Na marcha que fizemos juntos, penso que as pessoas da Maia se deram conta de nós, do nosso entusiasmo, das nossas músicas, do nosso amor por Jesus!
Ao longo do dia falámos com imensas pessoas e não apenas com as dos grupos em que estávamos inseridos. No meu caso aconteceu algo giro... uma jovem que tinha sido do meu grupo no peddy paper estava à porta do auditório do concerto, sozinha e perguntava-me se podia ficar connosco - pois o grupo dela já tinha ido para casa... CLARO QUE SIM!!! O que significa que se criou uma certa identidade e amizade! Ela acabou mesmo por nos levar de volta a casa no fim do concerto (éramos sete dentro do carro...!).
Fazer coisas grandes
Para mim e para o grupo o dia foi excelente, bem como todas as vivências interiores que cada um trouxe consigo! Aqui fica um poema que retrata o que trago no peito que me anima, me encoraja, guia e provoca:

Poema

TODOS somos chamados à Missão,
Todos deveremos tentar mudar o mundo
Ainda que o mundo seja muito longe
Seja muito grande
Porque as pequenas coisas
Transformam-se em coisas grandes
É importante começar
Mudar o nosso mundo
Aquele mundo que se encerra em nós
Aquele mundo
Que ninguém vê e todos sentem
Aquele mundo
Tão pequenino
O nosso CORAÇÃO!
E é ele e só ele que nos deixará partir
Partir de nós...
Para fazermos coisas pequeninas
Mas muitas coisas pequeninas
Talvez façam um dia coisas grandes!»
Pode ser conferido AKI

Obrigado Leonel!

**

Entretanto há mais novidades

em Mares d'Alma!


1 comentário:

amor disse...

cumplamos con esa misión

un beso